26 outubro 2006

Juntos podemos impedir a guerra (Fevereiro de 2003)

A Pax Christi, Movimento Católico Internacional para a Paz, tem acumulada uma larga experiência de construção da paz, da reconciliação e dos direitos humanos. Esta experiência permite-nos afirmar que o caminho que leva à paz e à justiça não passa pela guerra nem pelo militarismo, mas sim, pela cooperação internacional, pela prevenção e solução de conflitos, pela erradicação das causas primeiras da injustiça e da opressão.
Juntamos, assim, a nossa voz à de todas as Organizações que em Portugal e no mundo inteiro estão persuadidas de que uma guerra contra o Iraque é tanto ilegal como imoral e deve ser evitada a todo o custo.
Por isso, apelamos a todos os que acreditam que “gestos de paz criam uma cultura de paz” (João Paulo II) a realizar um destes gestos, mostrando, através da participação na manifestação do próximo sábado, dia 15, o seu repúdio pelo uso da guerra como forma de resolver conflitos ou de os prevenir.


Apelo da Secção Portuguesa da Pax Christi
à participação na Manifestação de 15 de Fevereiro de 2003

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Comunicado da Secção Portuguesa da Pax Christi (Março de 2003)

A Direcção da Secção Portuguesa da Pax Christi, expressando a sua profunda inquietação diante do possível conflito internacional com o Iraque, vem manifestar, mais uma vez, a esperança e a exigência de que sejam os critérios da cultura da paz a presidir à solução da crise em foco.
Que as orientações morais e os princípios do direito internacional, que se reclamam da verdade, da justiça, da liberdade e da solidariedade, enunciados pelo Papa João XXIII na Encíclica Pacem in Terris e pelo Papa João Paulo II, na Mensagem da Paz do dia 1 de Janeiro de 2003, constituam a verdadeira arte de pensar da nossa civilização.

Direcção da Secção Portuguesa da Pax Christi
15 de Março de 2003

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Declaração sobre uma “guerra preventiva” contra o Iraque (Outubro 2002)

A Pax Christi Internacional rejeita o princípio de uma acção preventiva contra o Iraque. Acreditamos que as vidas das populações iraquianas já foram suficientemente afectadas pela guerra de 1991, pela opressão e pelo efeito das sanções indiscriminadas. Uma guerra acrescentaria um enorme sofrimento para este povo. Uma guerra significaria igualmente um perigoso precedente para a solução de conflitos, ameaçaria o frágil equilíbrio no Médio Oriente e faria aumentar a violência e a contra – violência. O conflito israelo-palestino deteriorar-se-ia ainda mais e poderia até conduzir a uma 3ª Guerra Mundial. O que está em jogo é, pois, de uma enorme dimensão!
A Pax Christi Internacional reconhece a necessidade de responsabilizar os Dirigentes Iraquianos pelas inúmeras violações dos direitos humanos, relatadas pela Comissão de Direitos Humanos, e pelo não cumprimento das resoluções das Nações Unidas. Mas muitos outros países, tais como Israel, deveriam ser responsabilizados pelas mesmas razões de incumprimento na aplicação das resoluções das NU.

Comité Director da Pax Christi Internacional
21 de Outubro de 2002

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Construindo os alicerces de uma segurança inclusiva (Maio de 2004)

Enquanto cidadãos do mundo apelamos ao governo dos EUA para repudiar a guerra preventiva e a guerra contra o terrorismo, tal como está ser empreendida actualmente. Fazemos um apelo especial para acabar com os abusos e a tortura dos prisioneiros no Iraque, Afeganistão e em Guatanamo. Apelamos a todos os governos para que procurem a paz garantindo uma "segurança humana inclusiva" e o bem comum global em total cooperação com a família das nações e todos os povos.
Fazemos um apelo aos EUA e ao Reino Unido para que cessem todas as ofensivas militares no Iraque e permitam às Nações Unidas assumir a respectiva responsabilidade para possibilitar uma transição justa e pacífica para a autoridade Iraquiana.

Comunicado final da Assembleia Geral da Pax Christi
New Jersey, EUA, 22 de Maio de 2004

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